terça-feira, 23 de junho de 2015

És tu que importas!

As coisas nem sempre vão correr bem e, se achas que deves, luta para tentar remediar isso! Mas não te deixes levar por falsas ilusões, não vale a pena. És muito superior e, mesmo que agora pareça ridículo dizer isto, tu vais vencer! Vais passar por tudo isto e, no fim, vais admitir que não foi nada. E que todas as noites que choraste, tal como todas as lágrimas que seguraste enquanto passavas pela tal pessoa, "valeram a pena" - tornaram-te mais forte!

Apaga todas as mensagens! Não quero que tenhas a tentação de ir rever tudo. 
Se queres chorar, chora agora! Mas que seja a última vez. Não vale a pena, a sério!
Ama-te! És tu que realmente importas. Arranja-te, revê velhas amizade e faz novas, luta por aquilo que te faz feliz!
Sonha! Não deixes que ninguém te impeça de sonhar e de acreditar que vais conseguir.
Aproveita cada momento como se fosse o último! Um dia será e, pelo menos ficas com boas memórias. 
Não tenhas calma! Se quiseres parte um prato de vez em quando (mas cuidado! A comida é importante e precisas de pratos!). Não faças disto um puzzle de sete cabeças. Já passaste por isto antes e sabes que mais? Sobreviveste! 
Não estás sozinha, não te esqueças!  Ama-te e acredita que, quando menos esperares, vais perceber que não vale a pena estares assim. 
És linda!

quinta-feira, 11 de junho de 2015

E agora?

Eles tinham tudo para dar certo...
Ela tinha a crença utópica de poder mudar as pessoas, de fazer a diferença e ajudá-las; ele apenas queria ser 'normal' e sentir tudo o que podia no máximo tempo possível. Ambos tinham os seus medos, mas decidiram ignorá-los e tentar ser felizes.
Isso até podia ter corrido bem, bastava que ninguém desistisse. Mas não foi o que aconteceu. Quando alguém salta fora do barco, ele abana e, se ninguém ajudar, ele vira-se.

Bastava uma palavra, uma explicação e, as coisas podiam ser diferentes. Bastava uma ajuda e alguém querer ser ajudado.
Mas e agora? Qual é o próximo passo?

domingo, 10 de maio de 2015

#10052015

Já não o via há cinco meses. 
A última vez que o tinha visto, tínhamos ficado bem. Mas, de um momento para o outro, seguimos caminhos diferentes. As chamadas ou mensagens deixaram de existir, os desabafos e sorrisos desapareceram. O orgulho passou a dividir-nos. Mas hoje...hoje isso mudou.
 Já tinha recebido uma mensagem. Mas, cinco minutos depois, o telemóvel tocou. Era ele, novamente. Decidi atender.
Olá, mandei-te mensagem. Onde é que estás? Estou perto de tua casa e preciso de falar contigo. É urgente!
- Estou em casa. A estudar.
- Não podes sair um pouco? Preciso MESMO de falar contigo.
- Ok. Dá-me 10 minutos e já vou ter aí.

Ainda não sei bem como ou o porquê de ter ido. Sendo sincera, algo me dizia que devia ir mas, por outro lado, lembrava-me de tudo o que aconteceu. Desisti de pensar, despachei-me e sai de casa. 

- Olá! Estás atrasada.
- Olá. São só 2 minutos. Não chores. Estou aqui. 
(começámos a andar para o parque)
- Estás mais gordo, essa barriga não engana!  - empurrou-me e gozou comigo.

Aparentemente, este foi o inicio de conversa. Quando chegámos ao parque, muitas coisas deviam ter sido ditas, muitos dos diálogos que fiz durante cinco meses deviam ter sido proferidos. Mas  havia assuntos mais importantes para tratar. Durante uma hora esqueci tudo aquilo que nos separou e ouvi-o. Ouvi-o dizer tantas coisas que nunca pensei que ele fosse capaz. Durante uma hora vi nos olhos dele a saudade e a tristeza, por toda a barreira criada e por tudo o que o fez vir falar comigo. Durante uma hora voltámos a ter tudo o que tínhamos há uns tempos atrás. 

- Gostei do texto que me escreveste no meu dia de anos. Obrigada por não te teres esquecido.
- Não é por não falarmos que me esqueço do teu dia. Estava inspirada e saiu aquilo. Ainda bem que gostaste.

Sem que desse tempo para recuar, puxou-me e abraçou-me. Abraçou-me com uma força enorme como nunca tinha feito. Obrigada por me teres ouvido. Eras a única em quem eu pensava para contar isto. Obrigada por continuares a ser a criatura mais linda. Não deixes que ninguém te mude! 

É irónico ele ter dito para ninguém me mudar quando ele foi a pessoa que mais me mudou! Mas, de tudo o que aconteceu, o que mais me surpreende é ter sido ele, pela primeira vez, a esquecer o orgulho e vir falar comigo. No fundo acho que as amizades só se vêm que são verdadeiras nos piores momentos. Este é um deles. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Um 8 de pernas para o ar.

Quem me conhece ou já teve a oportunidade de ler alguns textos do blog, o 13 de Fevereiro não é um dia fácil. 
Há oito anos existia um homem simples, lutador, alguém que não virava as costas a um problema; um homem com o sorriso e o olhar mais sincero que tinha visto,com a pele mais macia e os braços mais fortes para me receber, as mãos calejadas do trabalho e as pernas ainda que cansadas, sempre prontas a mais um passeio. Um senhor doce e sensível, contudo nem sempre o demonstrava. Um ser único! O melhor avô!
Não escondo o quanto o dia treze me marca. Todos os anos consigo rever o que aconteceu como se de um filme se tratasse, desde a chamada à última lágrima derramada. E todos os anos, continua a custar tanto ou mais, tal como se tudo tivesse acontecido ontem. 
Existe uma ferida aberta. Uma ferida que não sei como curar, onde o silêncio atua como álcool num ferimento. Infelizmente, não consegui fazer nada para que as coisas tivessem acontecido como aconteceram e não tive tempo para um último beijo ou uma última palavra, a minha impotência face a tudo é visível. Só gostava de lhe dizer tudo o que ano após ano escrevo para tentar amenizar tudo o que sinto.
Sinto a sua falta, dos abraços e dos beijos, das histórias; do que aprendi e vivi, de cada palavra de compreensão e orgulho e de todos os longos telefonemas ao domingo de manhã. Sinto falta de tudo o que em oito anos se perdeu. Sinto falta do que existia antes desta mudança que virou a minha vida de pernas para o ar.

Obrigada por tudo, amo-te ♥

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Pequena reflexão.

Surgiu-me refletir sobre isto: tudo muda. Os segundos transformam-se em minutos, horas, dias, semanas, meses, anos. Tudo isto gera mudanças na vida mas principalmente nas pessoas. Nem é preciso muito: vou recuar apenas um ano.

Há um ano eu tinha, em quantidade, muito mais do que tenho agora - amizades, orgulho,, tempo... Agora tudo isso ficou resumido, possivelmente a metade. Muitas das pessoas com quem falava diariamente deixaram de fazer parte da minha vida, outras desiludiram-me; outras deixaram simplesmente porque a distância e a vida faz com que se mudem os hábitos.
Contudo, melhor que a quantidade é a qualidade, poucos mas bons, como diz a minha avó... Bem, a verdade é que com todas as mudanças que aconteceram, aproximei-me pessoas que nunca pensei; conheci seres extra-ordinários;  percebi quem realmente eram os verdadeiros que estavam em todos os momentos, num jantar, ensaio, ida para casa, na alegria com enormes sorrisos e na tristeza para secar as lágrimas.
Mas, a verdade é que há marcas que ficam e as amizades que acabaram , tal como as desilusões com as pessoas fizeram-me ficar mais fria, confiar muito menos e, por vezes, mostrar algo que não sou. Levaram-me a ficar estranha com pessoas que conheço e a não transmitir o que realmente sinto; mudaram a minha maneira de agir face a situações, com medo de arriscar e de perder tudo o que possa existir.