sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Um 8 de pernas para o ar.

Quem me conhece ou já teve a oportunidade de ler alguns textos do blog, o 13 de Fevereiro não é um dia fácil. 
Há oito anos existia um homem simples, lutador, alguém que não virava as costas a um problema; um homem com o sorriso e o olhar mais sincero que tinha visto,com a pele mais macia e os braços mais fortes para me receber, as mãos calejadas do trabalho e as pernas ainda que cansadas, sempre prontas a mais um passeio. Um senhor doce e sensível, contudo nem sempre o demonstrava. Um ser único! O melhor avô!
Não escondo o quanto o dia treze me marca. Todos os anos consigo rever o que aconteceu como se de um filme se tratasse, desde a chamada à última lágrima derramada. E todos os anos, continua a custar tanto ou mais, tal como se tudo tivesse acontecido ontem. 
Existe uma ferida aberta. Uma ferida que não sei como curar, onde o silêncio atua como álcool num ferimento. Infelizmente, não consegui fazer nada para que as coisas tivessem acontecido como aconteceram e não tive tempo para um último beijo ou uma última palavra, a minha impotência face a tudo é visível. Só gostava de lhe dizer tudo o que ano após ano escrevo para tentar amenizar tudo o que sinto.
Sinto a sua falta, dos abraços e dos beijos, das histórias; do que aprendi e vivi, de cada palavra de compreensão e orgulho e de todos os longos telefonemas ao domingo de manhã. Sinto falta de tudo o que em oito anos se perdeu. Sinto falta do que existia antes desta mudança que virou a minha vida de pernas para o ar.

Obrigada por tudo, amo-te ♥

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Pequena reflexão.

Surgiu-me refletir sobre isto: tudo muda. Os segundos transformam-se em minutos, horas, dias, semanas, meses, anos. Tudo isto gera mudanças na vida mas principalmente nas pessoas. Nem é preciso muito: vou recuar apenas um ano.

Há um ano eu tinha, em quantidade, muito mais do que tenho agora - amizades, orgulho,, tempo... Agora tudo isso ficou resumido, possivelmente a metade. Muitas das pessoas com quem falava diariamente deixaram de fazer parte da minha vida, outras desiludiram-me; outras deixaram simplesmente porque a distância e a vida faz com que se mudem os hábitos.
Contudo, melhor que a quantidade é a qualidade, poucos mas bons, como diz a minha avó... Bem, a verdade é que com todas as mudanças que aconteceram, aproximei-me pessoas que nunca pensei; conheci seres extra-ordinários;  percebi quem realmente eram os verdadeiros que estavam em todos os momentos, num jantar, ensaio, ida para casa, na alegria com enormes sorrisos e na tristeza para secar as lágrimas.
Mas, a verdade é que há marcas que ficam e as amizades que acabaram , tal como as desilusões com as pessoas fizeram-me ficar mais fria, confiar muito menos e, por vezes, mostrar algo que não sou. Levaram-me a ficar estranha com pessoas que conheço e a não transmitir o que realmente sinto; mudaram a minha maneira de agir face a situações, com medo de arriscar e de perder tudo o que possa existir. 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

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Gostava de ser melhor pessoa do que sou. 
Tenho tendência a magoar as pessoas que mais gosto e em quem mais confio. Não é por mal, é involuntário. Mas a verdade é que isso magoa e depois dói. Dói tanto que a dor se torna como facas a cortar a pele. Dói saber que não somos capazes de fazer alguém feliz. Dói saber que desiludimos aquela pessoa que apesar de tudo sempre esteve lá para nós e, quando ela precisou, não fomos capazes de a ajudar. Dói e continuará a doer saber que vamos magoar sempre alguém, não por mal, mas porque somos assim, mesmo que queiramos mudar.

sábado, 22 de novembro de 2014

Tudo muda, tudo se transforma.

O passado e todas as experiências por que passamos vão sempre influenciar aquilo que nós somos.
No outro dia um professor dizia "todas as experiências, boas ou más, marcam. Se eu vir uma pessoa a morrer à minha frente, exteriormente posso mostrar uma cara de assustado, mas a diferença vai ser interior, vai fazer mossa e irei lembrar-me sempre daquele momento".  Acho que isto se pode adaptar para as relações: temos uma relação (amizade, amor,...) com alguém, esperamos que tudo corra bem, vivemos com a intensidade que queremos aqueles momentos mas, quando tudo acaba, então aí uma parte de nós morre; deixamos de acreditar que realmente existem boas relações; inibimos qualquer sentimento para que ninguém nos consiga magoar. 
O ser humano é assim. E por vezes é o melhor a fazer.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Tudo acaba...mais rápido do que imaginamos

E se um dia olhares para trás e vires que perdeste centenas de oportunidades por medo de tentar, medo da opinião dos outros, medo do desconhecido? Imagina que amanhã não acordas... como te sentes ao saber que deixaste mil e uma aventuras por viver, enormes erros por cometer e biliões de pessoas por conhecer? 

Apesar de estar a escrever isto assim, a verdade é que eu também tenho medo de arriscar, de aproveitar uma oportunidade. Acho que todo o ser humano é assim... o pior é que nos esquecemos que o amanhã pode não existir, pelo menos para nós.  Vivemos eternamente com receio de nós e dos outros e não aproveitamos o que de bom existe na nossa vida. Passamos o tempo a trabalhar para ter dinheiro que não usufruímos dos dias de descanso, das férias em família, dos almoços e jantares com amigos.  Deixamos  de saber o que é o tempo pois o tempo deixa de existir face a todos os obstáculos que se metem no caminho da nossa felicidade.

Será que se soubéssemos que hoje é o nosso último dia faríamos e diríamos tudo o que em dias "normais" não temos coragem de por em prática?