quarta-feira, 25 de junho de 2014

Um dia os dias acabam...

Quantas vezes já te aconteceu pensares que tens tempo? Vou reformular: quantas vezes já pensaste que tinhas tempo para dizer algo e deixaste passar? Muitas vezes, imagino. 
Tu, tal como todo o ser humano acredita que não precisa de se expressar por palavras, que apenas os gestos importam. Foram, desde muito cedo, ensinados que o que verdadeiramente importa são as atitudes. É verdade, mas não só! É bom quando somos importantes para alguém e essa pessoa nos recebe com um abraço ou quando estamos menos bem e ela nos ajuda; mas também é necessário que, por vezes, ela nos diga que somos importantes, que nos diga tudo o que significamos para ela. Faz-nos sentir bem. Faz-nos sentir amados.  Acontece que, se nós gostamos que isto aconteça, os outros também gostam. Por isso, devemos, sempre que possível, mostrar o quanto gostamos da outra pessoa e dizer-lhe tudo o que nos vai na alma, mas acima de tudo no coração. 
Não nos devemos esquecer disto porque um dia todos vamos desaparecer, todos vamos deixar de existir. E depois, quando o tempo passar, vamos ser esquecidos por todos aqueles que fizeram parte da nossa vida. Apenas aqueles que nos amavam se vão lembrar. Quando esse dia chegar, espero que não te tenhas esquecido de dizer nada a ninguém, porque aí já vai ser tarde de mais

sábado, 7 de junho de 2014

Irmãos

"Só se percebe verdadeiramente a importância das coisas ou das pessoas quando as perdemos. Quando as consideramos tão garantidas como o ar que respiramos, nem pensamos no seu valor. Não fazemos contas, assim como um milionário não faz contas para ir à mercearia nem sabe as oscilações do preço da bica. Com os irmãos é assim que as coisas funcionam. E é por isso que funcionam tão bem.
Nós não sabemos quanto vale um irmão. Nem pensamos nisso. Pensamos todos os dias no valor incomensurável dos filhos e dos pais, sabemos o quanto vale cada amigo, mas não contabilizamos os irmãos. É diferente com eles. É diferente porque os irmãos são de graça. Eles caiem-nos ao colo sem planeamento, sem poder de escolha, sem pensarmos nisso. Também é diferente porque nós crescemos com eles e crescemos juntos em tudo. Começamos desde pequeninos a lutar, a brincar, a discutir, a partilhar a casa de banho, o quarto, as meias, os jogos, os pais e os outros irmãos. Eles crescem a meias connosco e por isso acabam por ficar mais ou menos nós.
E é por isso que os irmãos nos conhecem melhor que os nossos pais ou amigos. Conhecem-nos os tiques, as fraquezas, os gostos e as sensibilidades; sabem o que quer dizer cada expressão nossa, aquilo que nos faz chorar e os limites da nossa tolerância. Também sabem que podem ultrapassar todos esses limites porque nada acontece, porque não há divórcios de irmãos. Os irmãos não prometem amar-se na saúde e na doença até que a morte os separe. Não precisam: quer prometam quer não, quer queiram quer não, é mesmo assim que vão viver.
Em todas as outras relações é preciso tempo. É preciso guardar tempo e ter tempo para estreitar laços, criar cumplicidades, ganhar confiança ou aprofundar as relações. Mas os irmãos não precisam de tempo. Nós gostamos dos nossos irmãos o mesmo que sempre gostámos apesar do tempo. Nem mais nem menos um bocadinho que seja. Podemos passar anos sem nos falar que não é por isso que as cumplicidades, os laços, a confiança (muita ou pouca) se esvanece. Os irmãos são imunes ao tempo, à distância ou às zangas e isso torna-os à prova de tudo.
Com os irmãos, ao contrário do que acontece com todas as outras pessoas, também não precisamos de falar: basta estar. Se falarmos e rirmos uns com os outros, melhor, é uma espécie de bónus; se discutirmos, melhor ainda: quer dizer que podemos, quer dizer que somos tão irmãos que até podemos discutir violentamente e continuar a ser irmãos. Até ao fim." 


sábado, 31 de maio de 2014

Achava que tudo era diferente. Enganei-me.

Estou à uns dez minutos a olhar para o ecrã do computador a pensar numa forma de escrever o que sinto e estou a ter imensas dificuldades em explicar-me...
Quando entrei para a faculdade, achei que muitas das coisas que aconteciam na escola secundária, acabavam. Facto é que, por muito que as pessoas cresçam, que seja um mundo diferente, continuam a existir as grandes divergências. Custa-me a acreditar que, por simples trocas de ideias, diferentes pontos de vista, um grupo de amigos se divida, quase não fale fazendo com que exista um clima estranho. 
O que eu realmente gostava de saber é: Porquê? Porque é que tudo isto está a acontecer? Chego seriamente a pensar se a amizade era forte a ponto de algo construído em sete meses ter desmoronado face a pontos de vista diferentes apenas entre algumas pessoas. Acho que, na minha opinião, o pior não são as diferenças na opinião mas sim o veneno que se mete em publicações, o que, obviamente piora o ambiente. Será isto tudo necessário?
Muitas pessoas dizem, por vezes chegando mesmo a "criticar", que tenho um grande número de amigos rapazes, mas cada vez tenho mais orgulho nisso! Acho a amizade com rapazes mais sincera do que com raparigas, existem discussões e diferentes pontos de vista, como é óbvio, mas no geral, passado pouco tempo está tudo bem. E sem veneno. 

domingo, 4 de maio de 2014

Amor?!

Na minha vida muitas coisas têm acontecido e muitas delas fizeram com que eu deixasse de acreditar. Gostava de saber o que é o amor. Gostava que alguém me mostrasse o que é estar realmente apaixonado. Acho que já não consigo fazer isso ou até mesmo acreditar que ele existe.
Desde pequenos que vivemos na esperança que um dia encontremos "o tal", um príncipe encantado. Mas será que ele existe? Será que existe realmente alguém capaz de nos fazer sorrir, que daria tudo para nos fazer feliz? Alguém capaz de nos surpreender, pela positiva, dia após dia. Alguém que seria o nosso porto de abrigo; que nos ajudaria a superar cada momento mau, secando as nossas lágrimas ou simplesmente dando um abraço e se iria rir connosco em cada momento bom. Será que a nossa alma gémea também anda por aí perdida, à espera da outra metade?
Estou confusa. Acho que há muita coisa que já não vale a pena. Muitas desilusões e experiências do passado fazem-me agora ter medo de pensar que existe mesmo um "príncipe encantado", a "alma gémea". Quero que alguém me mostre, não com palavras, apenas atitudes, o que realmente é o amor.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Uma música e memórias carregadas de sentimentos a apoderarem-se de mim.
Ainda não percebi bem o porquê, mas tenho saudades. Dia após dia e tudo se vai distanciando mais. Mas eu sei, eu sei que em parte a culpa minha - apego-me demasiado às pessoas e, quando elas se vão, apenas eu fico.
Gostava que te lembrasses do pouco do que ambos passámos, pode ser apenas uma parte. Lembraste? Eu sim.  Será que isso vai voltar? Não sei.   Gostava que isso voltasse? Talvez. Mas já dissemos adeus uma vez, ia custar muito mais uma segunda. Mas sim, sinto falta das conversas, dos sorrisos e dos sonhos que ambos partilhámos.
Gostava que te lembrasses da razão por que começámos a falar e aquela que te fez ir embora. Achas que vale a pena?