terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Depois de tudo o que acabei de saber, apetece-me desligar tudo, telemóvel, computador, sair daqui e, durante uns dias não dar sinais de vida. Quero ver o que acontece quando realmente perceberem que não vou atender ou responder. Quero ver quem é que realmente vai sentir a minha falta.
Neste momento sinto-me tão pequena, quero que percebam que o meu sorriso não é verdadeiro, que cheguem ao pé de mim e que me abracem e, quando virem que vou largar, me abracem ainda mais e com mais força.  A qualquer momento vou cair e preciso que alguém me apare a queda ou que me ajude a levantar. 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Cancro

"Lamentamos informá-lo, mas tem cancro", já ouvi dizerem isto a pessoas da minha família 3 vezes: o meu avô, a minha tia, a minha mãe. Pensamos sempre que não nos vai acontecer, mas a verdade é que esse bicho mau vem ter connosco quando menos esperamos e ataca, de modo a que a pessoa em questão se vá abaixo imensas vezes, perca a força, perca a esperança; depois, com os tratamentos, perde o cabelo, volta a perder as forças e a sentir-se cansada. Quando finalmente consegue encontrar algo por que lutar na vida, começa a reagir e sente-se super bem. É aí, nesse momento que tudo piora, de um dia para o outro, perde as forças outra vez, perde a esperança de viver e, das duas uma, ou volta a encontrar algo onde se agarra e vence o cancro, ou é o cancro que vence.
Nestas três pessoas, apenas a minha mãe venceu esta batalha. Estive ao lado dela nos seus piores momentos, quando soube a noticia, quando foi operada; na altura da radio e quimioterapia, fui eu que lhe rapei o cabelo enquanto tentava não chorar. Fui eu que a ajudei a levantar sempre que se ia abaixo e quando começou a melhorar... Agora, já tem 3 anos desde que isto aconteceu. Venceu esta luta e é a minha heroína.

De qualquer maneira, estou a escrever isto porque hoje é um dia triste...nem todas as pessoas têm a sorte de vencer..foi o caso de uma grande amiga minha. Ela viu-me crescer, quando ela ia à horta, lá na santa terrinha, buscar morangos ou dióspiros, trazia sempre a mais a contar comigo; quando eu ia dar uma volta pelas hortas ao pé da casa dela, via-a sempre à janela. Ela era a mulher com força e garra. Tinha sempre um conselho e, apesar de todas as dificuldades, tinha sempre um sorriso no rosto, uma alegria fora do normal, uma palavra amiga. Era alguém que todos deviam conhecer! Alguém que eu esperava que vencesse.
Neste momento nem sei o que hei-de pensar, acho que ainda estou em estado de choque e ainda não consegui  raciocinar sobre isto. Acabaram de me contar e apenas perguntei se estavam a gozar comigo, é claro que a resposta foi negativa e, do nada, as lágrimas começaram a cair como à muito não caiam. Não lhe podia acontecer isto, não a ela! Há por aí tantas pessoas sem escrúpulos, tantos violadores, tantas pessoas que mereciam, porquê ela? Não sei, não sei mesmo. 
R.I.P Lurdes

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

13.02

Mais um ano que passou, mais um texto, mais uma dor que aparece dentro do meu coração. 
Por vezes sinto que estou a esquecer tudo... como se o tempo que passa faça com que esqueça os momentos que passámos juntos, os pequenos detalhes do teu rosto, o teu cheiro quando me abraçavas, a sensação de estar contigo. Sinto que, dia após dia, perco mais uma parte que te pertencia... Um dos meus maiores medos está a surgir - sinto que me estou a esquecer de ti. 
Podia ter feito muito mais do que fiz, eu sei. Podia ter-te ajudado quando mais precisavas e, não o fiz. Podia ter feito com que fosses ao médico mais cedo; podia ter falado contigo uma última vez e dito para não desistires, fazer-te ver o quão importante tu és na minha vida! Podia ter-te dito o quanto te amo, o quanto me custava ver-te sofrer. Podia ter-te dito mil e uma coisas e não o fiz. Achava que a nossa história não terminava por esses dias... enganei-me! E, como consequência, ficaste sem saber tudo o que sinto por ti. Se soubesses todas as noites que eu chorei agarrada à almofada para que ninguém me ouvisse de modo a que isso atenuasse a tua dor e a minha por te ver nesse estado e não poder fazer nada. Se soubesses o quanto ainda choro por ti, por tudo o que vivemos, por tudo o que não tive coragem de fazer ou dizer... 
Preciso de ti, não nos meus sonhos como apareces, onde consigo, de uma forma, reviver tudo e tentar mudar a maneira como tudo aconteceu,  mas fisicamente. Preciso de sentir o teu abraço apertado, o teu sorriso que me preenchia por completo; preciso de te ver, de receber os teus beijos, de fazer as longas caminhadas contigo. Preciso que me guies, aconselhes. Preciso de ti, aqui, comigo!
Agora é tarde de mais, mas primeiro lugar, e mais uma vez, desculpa. Por tudo aquilo que já te pedi em textos anteriores...pela falta de coragem, por não me ter despedido, por tudo aquilo que tu sabes. Desculpa. Em segundo, amo-te. Sim, amo-te e, apesar de nunca o ter dito, era, aliás, é o que sinto!
Já são 7 anos sem ti. E ainda dói, tanto ou mais.

Amo-te ontem, hoje, amanhã! Sempre ♥

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O conselho da "avó" Ermelinda

"Sara, nunca te esqueças que numa relação têm que ser os dois a querer! Se isto não acontecer, a relação está condenada ao fracasso!"

Foi isto que a  Dª/"avó" Ermelinda me disse no sábado à noite. Depois do jantar, fui ao café e estava a falar com ela sobre muitas das relações de hoje. As pessoas deixaram de ter aquele mistério, conhecem-se num dia, se for preciso, na semana a seguir estão a casar, não sabem o que podem contar da outra pessoa. Que tipo de relação é esta?
Não sei se ela me disse isto por alguma razão ou se simplesmente me estava a aconselhar, mas a verdade é que, neste momento, as suas palavras não me saem da cabeça, fazendo, minuto após minuto, muito mais sentido!  De que vale estar numa relação se apenas nós nos preocupamos em manter a chama acesa? De que vale ter esperança que algo mude, se volta sempre tudo ao mesmo? Não tenho resposta para estas perguntas, mas sei que não vale a pena sofrer por uma relação que não vai sair do sitio, onde apenas uma pessoa luta.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Tempo.

O tempo é algo engraçado... a toda a gente é dado o mesmo tempo, 24h por dia, 7 dias por semana. Mas então o que é isto do tempo? O que é ter tempo?

Ter tempo é ajudar nas tarefas domésticas;
Ter tempo é falar com o/a namorado/a à noite, depois da hora, por debaixo dos lençóis para não ser ouvido;
Ter tempo é brincar com os amigos na rua;
Ter tempo é estar a servir as mesas e largar tudo por uns momentos para abraçar um amigo que está mal e dizer "eu estou aqui, tudo vai correr bem!";
Ter tempo é não dormir porque se está a servir de ombro amigo;
Ter tempo é largar o que estamos a fazer para ajudar porque alguém está em apuros;
Ter tempo é deixar de estar em casa para ir ajudar os outros;
Ter tempo é ir passear com a família aquele sítio "do costume" porque é algo de família;
Ter tempo é abdicar de algo que gosto para poder estar com aquela pessoa que não está tão bem;
Ter tempo é ter a paciência de ouvir o outro até ao fim;
Ter tempo é amar;
Se o tempo é das coisas mais preciosas que temos pois ele não estica, cada vez que partilhamos o nosso tempo com o outro estamos a dizer "olha és importante, toma um bocadinho de mim, do meu amor". Sim é verdade nem sempre conseguimos articular as coisas, por melhor intenções que se tenha há obrigações (trabalho, estudos, tomar conta de filhos, etc...) e elas têm prioridade, mas nem sempre nem nunca (não há mal que sempre perdure, nem bem que nunca acabe), um dia haverá alguém a precisar de tempo, não de mais 30 minutos de vida, mas de 30 minutos a sentir-se amado e nesse momento há que escolher "Tenho tempo, ou não?"

Por muito que custe admitir, não é nos bons momentos, aqueles de pura diversão, que vemos quem são os nossos amigos verdadeiros. Os verdadeiros amigos são aqueles que, quando estás mal, deixam tudo e animam-te, que fazem as figuras mais parvas para te por um sorriso nos lábios, que estão contigo não só nos bons momentos, nas alegrias e vitórias, mas também nas tristezas e derrotas. São aqueles que te ligam para te contar algo; que fazem print screen de algo porque sabem que te interessa ou simplesmente acham que deves ver. Os verdadeiros amigos são aqueles que cumprimentam sempre com um insulto mas que tu sabes que gostam de ti. Verdadeiros amigos são aqueles que não precisam mais que um olhar, um gesto para saber que não estás no teu melhor. Verdadeiros amigos são aqueles que sabes que ficarão para sempre, com quem, possivelmente, vais fazer jantares em casa, ter as melhores aventuras.
Tenho muitos conhecidos, amigos, mas consigo contar aqueles que estão sempre lá, com quem eu posso contar seja a que horas for, tanto para o bem como para o mal...consigo distinguir aqueles por quem vale a pena lutar... consigo saber quais são os verdadeiros!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Hoje é um daqueles dias que gostava de meter-me num comboio, com uma mala às costas e ir. Ir sem destino, sem medo, sem pensar em mais nada. Queria sair e descobrir novos lugares, novas cidades, vilas ou até mesmo aldeias. Conhecer novas culturas, pessoas. Estabelecer novas relações. Tirar muitas fotografias! Provar cada prato gastronómico dos sítios por onde passava.
Talvez um dia faça isto tudo. Saia à descoberta algo, conheça inúmeras coisas novas e tenha uma nova experiência. Talvez um dia...

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Parabééns Avó ♥

Faz hoje uma semana que fizeste anos e ainda nada me tinha vindo à cabeça para descrever o quanto tu és importante! O que sinto por ti não se resume em meras palavras, apenas as ações o demonstram e fazem com que um sorriso se ilumine no teu enrugado mas lindo rosto. Infelizmente, não estou contigo todos os dias ou todos os fins-de-semana; infelizmente não te ajudo quando mais precisas; infelizmente e acredita que lamento muito, não estou contigo tanto quando gostaria! Infelizmente não estive contigo no teu dia nem que fosse para te dar um beijo e um abraço... mas, nem o facto de estar longe significou o esquecimento de uma prenda. Recebeste um ramo lindo no dia e, segundo o que me confidenciaste quando te liguei, ficaste super emocionada, notava-se pela voz! Não esperavas por nada disto e foi muito bom surpreender-te! 
Neste momento dava tudo para estar o dobro ou o triplo do tempo que algumas pessoas estão mas que, infelizmente, não dão valor, sabes? Tu és uma mulher cheia de experiência, cheia de histórias, cheia de vivências que adoras transmitir; preocupas-te; gostas de ajudar e fazes um bacalhau com batatas cozinhas e grão no lume super bom, tal como eu gosto! Quem te acompanha diariamente tem muita sorte...
Sabes que eu adoro brincar, sabes que és muitas vezes a minha "vitima", principalmente quando te digo que devias arranjar alguém para estar ao teu lado, para ser o teu companheiro, o teu amigo, para que eu sinta que estás mais protegida, apesar de saber que o teu amado Bobby está contigo para te proteger tanto do bem como do mal. Sei que não gostas quando o digo, sei que o avô foi, e será, sempre o teu único homem, como já me disseste, ele é insubstituível!..., como eu te compreendo... 
Quero agradecer-te por poder passar mais um ano a teu lado, por seres das melhores pessoas que conheço, por te preocupares imenso comigo, por poder dar-te um beijo, um abraço e um sorriso sempre que te visito. Quero agradecer-te por poder fazer parte dos teus 84 anos e, com eles, ter conhecimento de momentos que, por alguma razão, são importantes tanto para ti como para mim.
Obrigada por seres das melhores avós que eu poderia arranjar! Obrigada por todos estes anos, brincadeiras, sorrisos, abraços, conversas que já tivemos.
Mais anos virão e comigo poderás sempre contar! 


Amo-te avó ♥

sábado, 7 de dezembro de 2013

"Se duas pessoas estiverem destinadas a ficar juntas, mais tarde ou mais cedo isso acontecerá!". Este é um dos meus lemas. Não importa o tempo que demora, o tempo que se chateiam, voltam sempre a fazer as pazes. Talvez seja por estarmos na época natalícia, talvez seja por haver sentimentos entre ambos, não sei.. O certo é que fica sempre tudo bem, independente do que tenha acontecido. É assim.. quando duas pessoas se amam e, para além disso, têm uma amizade enorme, nada conseguirá destruir e, assim sendo, serão felizes para sempre*

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

sábado, 30 de novembro de 2013

*

Muita coisa mudou desde o dia que saíste por aquela porta e não voltaste. Sinto-me culpada por coisas que não disse, por não me ter despedido como devia. Se soubesse que não te voltaria a ver, nada teria acabado como acabou -  tínhamos dado um último abraço, um último beijo, tinha-te dito, pela última vez, que te amava, tinha-te dito tantas coisas que nunca te disse e que agora também nunca mais te direi... Desde que aquilo aconteceu, todos os dias, e quando digo todos, são mesmo todos me pergunto o porquê de teres sido tu, o porquê de ter acabado como acabou! Porquê é que tinhas de sair naquela altura? Não me podias ter deixado como deixaste! E, todos os dias, doí ainda mais que no dia anterior... Simplesmente porque sei que foi um até já indeterminado. Todos os dias um pedaço do meu coração se parte, todos os dias um pouco de mim morre. E sabes que mais? Todos os dias penso que não podias ter sido tu! Todos os dias penso  que a qualquer momento vais entrar e saudar-me como sempre o fizeste, mas nada acontece.. 
Dava tudo para te ter aqui comigo, para te contar tudo o que acontece, para me secares as lágrimas que neste momento correm na cara; dava tudo para ouvir a tua voz; dava tudo para te ver, nem que fosse uma última vez e te dizer o que não disse, para sentir, uma última vez o teu abraço reconfortante, o teu olhar carinhoso, o teu sorriso que me preenchia por completo.
Ainda não me perdoei.. e acho que tão cedo isso não acontecerá! Desculpa-me! Desculpa-me por não ter tido coragem; por não me ter despedido, por não ter estado contigo quando mais precisavas. Desculpa-me talvez por não ter sido a pessoa que esperavas. Desculpa-me, mais uma vez, por todas estas palavras.

I will always love you

domingo, 24 de novembro de 2013

Fim?!

"Tudo tem um fim!" - sempre o ouvi dizer. Ainda que custe a acreditar, ainda que magoe, temos que saber aceitar quando acaba. Quando é a altura de por um ponto final. O problema é que há a esperança que algo mude, que as coisas fiquem de outra forma; que finalmente alguém perca o orgulho e acabe por falar. Há sempre esperança que tudo volte a ser como antes - as mensagens, os segredos, os momentos, a cumplicidade, os beijos e abraços, etc - há sempre a esperança que tudo seja apenas um pesadelo e, a qualquer momento, surja uma mensagem de bom dia ou boa noite! O pior, é que nada disso acontece. Dia após dia, a caixa de mensagens continua vazia; as noites passam-se sem uma mensagem, o dia amanhece sem um bom dia; deixamos de estar juntos, deixamos de ter um simples abraço. Tudo deixa de fazer sentido simplesmente porque tudo mudou. É irónico. 
Ponto final ou vírgula? Eis a questão. 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Há dias que mais valia não ter saído da cama... desde cenas de ciumes que terminam com birra/amuo  a perder o comboio por 5 segundos. Hoje é sem dúvida um dia não. Só me apetece chorar, berrar, bater em tudo. Quero fugir, sair daqui. Ir para onde não tivesse acesso a ninguém, onde nenhuma pessoa me irritasse, me fizesse perder a cabeça. Quero mudar tanta coisa e acabo por não conseguir fazer nada. É um sentimento de frustração, dor, mágoa, tristeza. Não dá para aguentar assim.
Há coisas que não percebo... começando pelo início, não percebo o porquê de fazerem ciúmes por coisas desnecessárias. Sabem perfeitamente o que se passa, aliás, o que não se passa, porquê existe apenas uma amizade e no entanto fazem uma "tempestade num copo de água". Não há paciência.
Amanhã é um novo dia.. vamos ver como corre.

domingo, 10 de novembro de 2013

Para ser sincera, nem sei o porquê de estar a escrever isto. À uns tempos, quando me perguntavam se sentia algo, respondia que não, com toda a certeza. Éramos apenas amigos, grandes amigos que se conheciam à imenso tempo que, apesar de sempre brincarmos e gozarmos um com o outro mantínhamos uma relação de respeito. Sempre o tratei por parvo, estúpido, amor, Renatinho, Renato. Sempre me tratou por tonta, amor, princesa, Sarinha, Sara. Costumávamos brincar dizendo que um dia íamos namorar, casar e teríamos duas crianças lindas - um menino que herdaria a paixão do pai pelas motas e uma menina que seria uma autentica princesa. Quem nos via juntos, pensaria certamente de namorávamos ou algo do género e quando nos perguntavam (mesmo que tivéssemos algo), apenas dizíamos "Não. Somos amigos. Temos uma amizade para a vida!"
O certo é que algo mudou. Desde aquela festa que a nossa relação mudou. Ficámos ainda mais próximos, a ponto de quase fazermos planos para um futuro juntos, todos os dias falarmos, nem que fosse para desejar boa noite. Mas, desde que entrei para a faculdade, parece que ficou com "medo" que eu ficasse interessada ou que me envolvesse com alguém... por isso, tem andado muito mais simpático, preocupa-se muito mais, manda-me sms a "declarar-se" e, sinceramente, nunca o tinha visto a ser assim. Talvez finalmente tenha percebido o que sente realmente por mim e que não pode deixar-me escapar, talvez saiba que desta vez resultará, não sei.. A única coisa que sei, é que gosto das mensagens que ele manda, sei que são sinceras; gosto da preocupação dele, oh, tanta coisa. E não, não estou apaixonada! Somos apenas amigos!

domingo, 13 de outubro de 2013

Desde que me lembro, poucas foram as vezes que os vi assim. Nos últimos dias, quando lhes perguntam se entrei ou não, os olhos brilham, um enorme sorriso aparece no rosto e respondem afirmativamente. Não conseguem esconder a felicidade, tudo aquilo que sentem é visível a "olho nu"! O melhor disto tudo, é que eu sinto que estão a ser sinceros, sei que o que sentem é verdadeiro, sei que quando o meu pai falou com a minha avó ambos ficaram super felizes porque, como ela disse "Oh Sara, fico tão feliz! Não imaginas a felicidade que estou a sentir!" - nunca a tinha ouvido dizer isto, quer dizer, já, mas não a mim...- sei que a minha mãe tremia de felicidade quando lhe disse que entrei; que os meus primos ficaram felizes; a minha prima ficou "triste" porque agora já não vou para a faculdade dela em Santarém e feliz por ter entrado; a minha irmã ficou eufórica e agora não se cala com isso! Sei que, neste momento, a minha família, amigos e principalmente os meus pais, têm imenso orgulho em mim! E eu, para além de estar feliz por ter entrado, estou feliz por todos eles terem demonstrado o orgulho que sentem!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

À terceira é de vez!

Neste momento não consigo esconder a alegria que sinto, a emoção que sinto dentro do meu coração, o sorriso estampado no rosto. Consegui! Entrei no curso de Psicologia na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. Consegui!! Vou calar pessoas que disseram que nunca conseguiria, que não seria este ano. Pelos vistos enganaram-se!  É como diz o ditado: "à terceira é de vez!"

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

As coisas já não são como eram à uns meses atrás. Muita coisa mudou. Eu mudei. Já não sou a mesma, sinto-me em baixo, triste, falta-me algo. O pior é que ninguém parece compreender...quando me perguntam se estou bem, digo que sim e as pessoas acreditam. Será que sou assim tão boa atriz que impede que vejam como realmente me sinto? Não sei... A única coisa que neste momento sei, é que custa... esta dor que sinto cá dentro e não há maneira de cessar; esta dor que me obriga a ter pensamentos menos bons. Olho ao espelho e não me reconheço; penso, diariamente numa solução que seja suficiente boa, mas apenas uma me vem à cabeça, e, sem duvidas não é a melhor, para ser sincera, é mesmo a pior de todas...

domingo, 29 de setembro de 2013

Os últimos dias têm sido complicados, muito complicados até! Mas, finalmente, voltei à santa terrinha, passar apenas o fim-de-semana. Tenho que admitir que já tinha saudades...apesar da chuva e do vento, do pouco sol que existe, nem está muito frio. Já escrevi sobre isto, mas, quando aqui estou, sinto-me bem, é como se os meus problemas se fossem embora, como se conseguisse pensar mais facilmente sobre tudo e sobre nada. 
Hoje, quando a chuva parou, fui dar uma volta pelas hortas, pensar, sentir o cheiro da erva molhada, "roubar" um cacho de uvas da minha tia (estavam tão boas, tão docinhas *-*)... Uma das coisas que eu gosto aqui é que existe sempre algo diferente nas hortas, a maior parte das pessoas dedicam-se à agricultura e, por isso, existe sempre hortaliça, fruta, etc. 
Gosto tanto de estar aqui, gosto das pessoas, do cheiro, da calma, dos meus passeios, dos meus pensamentos, oh, tanta coisa! Acho que sou bastante sortuda em poder ter, pelo menos uma vez por mês, esta experiência!, quem dera a muitas pessoas passar pelo menos uma semana aqui, talvez fossem muito mais felizes.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

"Às vezes tem-se a noção de que os nossos grandes momentos estão a acontecer, e outras vezes, eles emergem do passado. Talvez seja a mesma coisa com as pessoas!" 
James Salter, Burning the day

Esta frase apareceu-me num livro e, por alguma razão, adorei-a mas, para ser sincera, nunca pensei muito no que realmente significava... 
Sempre fui uma pessoa que tenta aproveitar ao máximo os grandes momentos, aqueles que sei que por qualquer razão me irão marcar!  E isso acaba por acontecer...já tive tantos momentos engraçados, sentimentais, amorosos, tristes... coisas que não vou esquecer porque fizeram a diferença entre algo banal e "excêntrico". 
Ainda assim, existem aqueles momentos que passaram e parece que não os aproveitei como devia... o mais engraçado, é que, neste momento acontece o que a frase diz, eles "emergem do passado", e volta a acontecer tudo de novo, com a mesma intensidade, as mesmas pessoas, as mesmas palavras, os mesmos gestos... Será que significa alguma coisa? Pois, isso não sei... a única coisa que sei é mas grandes pessoas, pessoas especiais, rapidamente tornam pequenos momentos em grandes, algo memorável, algo único!