segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O conselho da "avó" Ermelinda

"Sara, nunca te esqueças que numa relação têm que ser os dois a querer! Se isto não acontecer, a relação está condenada ao fracasso!"

Foi isto que a  Dª/"avó" Ermelinda me disse no sábado à noite. Depois do jantar, fui ao café e estava a falar com ela sobre muitas das relações de hoje. As pessoas deixaram de ter aquele mistério, conhecem-se num dia, se for preciso, na semana a seguir estão a casar, não sabem o que podem contar da outra pessoa. Que tipo de relação é esta?
Não sei se ela me disse isto por alguma razão ou se simplesmente me estava a aconselhar, mas a verdade é que, neste momento, as suas palavras não me saem da cabeça, fazendo, minuto após minuto, muito mais sentido!  De que vale estar numa relação se apenas nós nos preocupamos em manter a chama acesa? De que vale ter esperança que algo mude, se volta sempre tudo ao mesmo? Não tenho resposta para estas perguntas, mas sei que não vale a pena sofrer por uma relação que não vai sair do sitio, onde apenas uma pessoa luta.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Tempo.

O tempo é algo engraçado... a toda a gente é dado o mesmo tempo, 24h por dia, 7 dias por semana. Mas então o que é isto do tempo? O que é ter tempo?

Ter tempo é ajudar nas tarefas domésticas;
Ter tempo é falar com o/a namorado/a à noite, depois da hora, por debaixo dos lençóis para não ser ouvido;
Ter tempo é brincar com os amigos na rua;
Ter tempo é estar a servir as mesas e largar tudo por uns momentos para abraçar um amigo que está mal e dizer "eu estou aqui, tudo vai correr bem!";
Ter tempo é não dormir porque se está a servir de ombro amigo;
Ter tempo é largar o que estamos a fazer para ajudar porque alguém está em apuros;
Ter tempo é deixar de estar em casa para ir ajudar os outros;
Ter tempo é ir passear com a família aquele sítio "do costume" porque é algo de família;
Ter tempo é abdicar de algo que gosto para poder estar com aquela pessoa que não está tão bem;
Ter tempo é ter a paciência de ouvir o outro até ao fim;
Ter tempo é amar;
Se o tempo é das coisas mais preciosas que temos pois ele não estica, cada vez que partilhamos o nosso tempo com o outro estamos a dizer "olha és importante, toma um bocadinho de mim, do meu amor". Sim é verdade nem sempre conseguimos articular as coisas, por melhor intenções que se tenha há obrigações (trabalho, estudos, tomar conta de filhos, etc...) e elas têm prioridade, mas nem sempre nem nunca (não há mal que sempre perdure, nem bem que nunca acabe), um dia haverá alguém a precisar de tempo, não de mais 30 minutos de vida, mas de 30 minutos a sentir-se amado e nesse momento há que escolher "Tenho tempo, ou não?"

Por muito que custe admitir, não é nos bons momentos, aqueles de pura diversão, que vemos quem são os nossos amigos verdadeiros. Os verdadeiros amigos são aqueles que, quando estás mal, deixam tudo e animam-te, que fazem as figuras mais parvas para te por um sorriso nos lábios, que estão contigo não só nos bons momentos, nas alegrias e vitórias, mas também nas tristezas e derrotas. São aqueles que te ligam para te contar algo; que fazem print screen de algo porque sabem que te interessa ou simplesmente acham que deves ver. Os verdadeiros amigos são aqueles que cumprimentam sempre com um insulto mas que tu sabes que gostam de ti. Verdadeiros amigos são aqueles que não precisam mais que um olhar, um gesto para saber que não estás no teu melhor. Verdadeiros amigos são aqueles que sabes que ficarão para sempre, com quem, possivelmente, vais fazer jantares em casa, ter as melhores aventuras.
Tenho muitos conhecidos, amigos, mas consigo contar aqueles que estão sempre lá, com quem eu posso contar seja a que horas for, tanto para o bem como para o mal...consigo distinguir aqueles por quem vale a pena lutar... consigo saber quais são os verdadeiros!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Hoje é um daqueles dias que gostava de meter-me num comboio, com uma mala às costas e ir. Ir sem destino, sem medo, sem pensar em mais nada. Queria sair e descobrir novos lugares, novas cidades, vilas ou até mesmo aldeias. Conhecer novas culturas, pessoas. Estabelecer novas relações. Tirar muitas fotografias! Provar cada prato gastronómico dos sítios por onde passava.
Talvez um dia faça isto tudo. Saia à descoberta algo, conheça inúmeras coisas novas e tenha uma nova experiência. Talvez um dia...