sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

sábado, 30 de novembro de 2013

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Muita coisa mudou desde o dia que saíste por aquela porta e não voltaste. Sinto-me culpada por coisas que não disse, por não me ter despedido como devia. Se soubesse que não te voltaria a ver, nada teria acabado como acabou -  tínhamos dado um último abraço, um último beijo, tinha-te dito, pela última vez, que te amava, tinha-te dito tantas coisas que nunca te disse e que agora também nunca mais te direi... Desde que aquilo aconteceu, todos os dias, e quando digo todos, são mesmo todos me pergunto o porquê de teres sido tu, o porquê de ter acabado como acabou! Porquê é que tinhas de sair naquela altura? Não me podias ter deixado como deixaste! E, todos os dias, doí ainda mais que no dia anterior... Simplesmente porque sei que foi um até já indeterminado. Todos os dias um pedaço do meu coração se parte, todos os dias um pouco de mim morre. E sabes que mais? Todos os dias penso que não podias ter sido tu! Todos os dias penso  que a qualquer momento vais entrar e saudar-me como sempre o fizeste, mas nada acontece.. 
Dava tudo para te ter aqui comigo, para te contar tudo o que acontece, para me secares as lágrimas que neste momento correm na cara; dava tudo para ouvir a tua voz; dava tudo para te ver, nem que fosse uma última vez e te dizer o que não disse, para sentir, uma última vez o teu abraço reconfortante, o teu olhar carinhoso, o teu sorriso que me preenchia por completo.
Ainda não me perdoei.. e acho que tão cedo isso não acontecerá! Desculpa-me! Desculpa-me por não ter tido coragem; por não me ter despedido, por não ter estado contigo quando mais precisavas. Desculpa-me talvez por não ter sido a pessoa que esperavas. Desculpa-me, mais uma vez, por todas estas palavras.

I will always love you

domingo, 24 de novembro de 2013

Fim?!

"Tudo tem um fim!" - sempre o ouvi dizer. Ainda que custe a acreditar, ainda que magoe, temos que saber aceitar quando acaba. Quando é a altura de por um ponto final. O problema é que há a esperança que algo mude, que as coisas fiquem de outra forma; que finalmente alguém perca o orgulho e acabe por falar. Há sempre esperança que tudo volte a ser como antes - as mensagens, os segredos, os momentos, a cumplicidade, os beijos e abraços, etc - há sempre a esperança que tudo seja apenas um pesadelo e, a qualquer momento, surja uma mensagem de bom dia ou boa noite! O pior, é que nada disso acontece. Dia após dia, a caixa de mensagens continua vazia; as noites passam-se sem uma mensagem, o dia amanhece sem um bom dia; deixamos de estar juntos, deixamos de ter um simples abraço. Tudo deixa de fazer sentido simplesmente porque tudo mudou. É irónico. 
Ponto final ou vírgula? Eis a questão. 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Há dias que mais valia não ter saído da cama... desde cenas de ciumes que terminam com birra/amuo  a perder o comboio por 5 segundos. Hoje é sem dúvida um dia não. Só me apetece chorar, berrar, bater em tudo. Quero fugir, sair daqui. Ir para onde não tivesse acesso a ninguém, onde nenhuma pessoa me irritasse, me fizesse perder a cabeça. Quero mudar tanta coisa e acabo por não conseguir fazer nada. É um sentimento de frustração, dor, mágoa, tristeza. Não dá para aguentar assim.
Há coisas que não percebo... começando pelo início, não percebo o porquê de fazerem ciúmes por coisas desnecessárias. Sabem perfeitamente o que se passa, aliás, o que não se passa, porquê existe apenas uma amizade e no entanto fazem uma "tempestade num copo de água". Não há paciência.
Amanhã é um novo dia.. vamos ver como corre.

domingo, 10 de novembro de 2013

Para ser sincera, nem sei o porquê de estar a escrever isto. À uns tempos, quando me perguntavam se sentia algo, respondia que não, com toda a certeza. Éramos apenas amigos, grandes amigos que se conheciam à imenso tempo que, apesar de sempre brincarmos e gozarmos um com o outro mantínhamos uma relação de respeito. Sempre o tratei por parvo, estúpido, amor, Renatinho, Renato. Sempre me tratou por tonta, amor, princesa, Sarinha, Sara. Costumávamos brincar dizendo que um dia íamos namorar, casar e teríamos duas crianças lindas - um menino que herdaria a paixão do pai pelas motas e uma menina que seria uma autentica princesa. Quem nos via juntos, pensaria certamente de namorávamos ou algo do género e quando nos perguntavam (mesmo que tivéssemos algo), apenas dizíamos "Não. Somos amigos. Temos uma amizade para a vida!"
O certo é que algo mudou. Desde aquela festa que a nossa relação mudou. Ficámos ainda mais próximos, a ponto de quase fazermos planos para um futuro juntos, todos os dias falarmos, nem que fosse para desejar boa noite. Mas, desde que entrei para a faculdade, parece que ficou com "medo" que eu ficasse interessada ou que me envolvesse com alguém... por isso, tem andado muito mais simpático, preocupa-se muito mais, manda-me sms a "declarar-se" e, sinceramente, nunca o tinha visto a ser assim. Talvez finalmente tenha percebido o que sente realmente por mim e que não pode deixar-me escapar, talvez saiba que desta vez resultará, não sei.. A única coisa que sei, é que gosto das mensagens que ele manda, sei que são sinceras; gosto da preocupação dele, oh, tanta coisa. E não, não estou apaixonada! Somos apenas amigos!