Há muito que não me sentia assim... quando eu pensava que tudo estava, pela primeira vez a correr bem, eis que o drama surge. As discussões com o meu pai voltaram, ele não aceita coisas que eu faço, preocupa-se eu sei, assim como sei que aquilo que ele faz/diz é para meu bem, mas ele tem que mudar! Tem que me deixar seguir o meu caminho, cair e levantar-me; tem que parar de dar opiniões e dizer que se tirei certas notas foi porque não estudei, quando sabe perfeitamente que o fiz! Há coisas que magoam, e esta foi uma delas, assim como muitas coisas que me disse esta noite, mesmo que ambos saibamos que é mentira!... já não dá mais..
Para piorar a situação, tive nega no exame que me correu melhor.. pelos vistos o meu feeling estava certo: ia tirar pelo menos uma negativa num dos exames que preciso e, consequentemente, não entro na faculdade! Está a acontecer o que eu não queria! Queria acabar o secundário com uma boa media, ir para a faculdade, deixar os meus pais orgulhosos, poder ouvir "a minha Sara já está na faculdade, vamos ter uma psicóloga na família! É um orgulho!"; coisa que tão cedo não vai acontecer...
Enquanto escrevo isto, sinto um grande aperto no coração.. as lágrimas escorrem rapidamente pela cara, eu sabia que isto ia acontecer.. uma desgraça nunca vem só!
Estou tão farta, tão cansada.. ninguém parece compreender esta "dor". Mas pronto, já é normal...
sexta-feira, 12 de julho de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Algures no fim do mundo.
Se há coisa que eu gosto nesta pequena terra é o ar puro, quase sempre quente no verão, gelado e fresco no inverno; aventurar-me pelos pinhais (em muitos nem devia andar :x) e sentir o cheiro dos eucaliptos; as pessoas sempre prontas a ajudar, quer seja com uma dúzia de ovos, umas couves ou um simples conselho! Gosto de passear, posso pensar em condições sobre vários assuntos; por vezes prefiro estar cá, no "fim do mundo", a estar em casa, na cidade...
Desde pequena que sempre me habituaram a vir para aqui, ainda que agora seja diferente pois os meus avós já não moram aqui, já não me recebem de braços abertos, prontos para que eu saltasse e eles me fizessem rodar, depois eram beijos e abraços; quando os meus pais não estavam perto, a minha avó dava-me rebuçados e dizia sempre "vá, come isso e não digas nada a tua mãe!"; lá fazia eu o que ela mandava; depois aparecia o meu avô e, apesar de eu não me lembrar muito dele, lembro-me de todos os anos, pelo 1 de novembro, o dia de todos os santos, lá chamado "ti bolinhos" ele acordava sempre cedo, arranjava-se e abria a porta, sentava-se e ficava a espera das crianças...Tenho saudades deles, fazem mesmo muita falta...
Mas bem, como sempre vim para aqui, aqueles que me conhecem, após me dizerem que estou tão grande, que não me viam há tanto tempo, de me informarem que andaram comigo ao colo (coisa que quase nunca me lembro); perguntam como vai a vida, a escola.. aqueles que "não" me conhecem ou fazem que não me conhecem ou simplesmente se esquecem, perguntam-me quem eu sou e lá tenho eu que dizer que sou a Sara, filha da Zanja e neta do Carqueja.
Nesta terra, Chão de Lopes, todos têm algo que os torna diferentes e é por isso que eu gosto tanto: o Ti João, aquele senhor super simpático que me dá pastilhas, aquele que assim que vou ao café me pergunta " então, estás boa? Como está a vida? Queres uma pastilha? Quando é que me trazes cá o rapaz?" (sim, ele quer que eu arranje um namorado e que o leve lá.. diz que não quer morrer sem o conhecer -.-); há a Sãozita e a Liliana, mãe e filha, sempre simpáticas; o Tó Manel, fiel amigo, o "maninho" da minha mãe, sempre pronto a trabalhar, em qualquer coisa; o Renato, sempre com a sua paixão pelas motas; os meus primos, João e Zézito, sempre prontos para a festa; há a Lete, sempre com um sorriso e pronta a dar chocolates e morangos; há a Lurdes, aquela senhora que, apesar de todas as dificuldades, não baixa a cabeça; existem muitas outras pessoas e depois existem aquelas que nem vale a pena nomear..
Uns quilómetros ao lado, há o Freixoeiro, a terrinha do sr.Luís, meu pai! Uma terra praticamente desabitada, com cerca de 15 pessoas (talvez nem isso). Um lugar que, desde a morte do meu avô, perdeu um pouco o seu brilho! Apesar disso, mesmo que me custe bastante, vou lá essencialmente por causa da minha avó! Ainda que tenha poucas pessoas, existem algumas que me conseguem por a rir e que me fazem lá ir também: o meu primo Alain, que antes não o suportava, mas agora já dá para ter uma conversa com ele! O "chato" do Nuno, sempre pronto a fazer apostas comigo :p... uns velhotes que não sei o nome, mas que quando me vêem me dizem sempre "Estás tão crescida! Estás mesmo parecida com o teu avô! Ele ia gostar de ver na mulher em que te tornaste!" E pronto, gosto de ouvir mas fico sempre sem saber o que dizer, porque éramos muito próximos!..
São poucos os momentos que tenho nestas aldeias, mas, no geral, são sempre bons; são uma fuga para a realidade da cidade! Ainda que lhes chame o "fim do mundo", a verdade é que existe algo que na cidade não existe: tradições, solidariedade, entreajuda, muitas coisas boas (claro que menos boas também!). Eu gosto de cá estar, custa a habituar, mas tenho sempre pessoas que me lembram que eu também faço parte disto, que me oferecem coisas, me ajudam, me deixam andar pelas hortas, apanhar fruta (mesmo que isso implique cair e bater com as costas numa pedra -.-'), legumes, tudo o que eu quiser, deixam-me andar pelos terrenos, pelos pinhais...Deixam-me ter a liberdade que na cidade não existe!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
A verdade é que temos uma difícil tarefa pela frente, ainda que seja uma surpresa para mostrar todo o orgulho que temos, eu não a quero fazer!, não quero ser mal interpretada, acho bem fazermos isto, mostrarmos todo o carinho que temos por aquele que sempre esteve do nosso lado! Mas se vamos ter esta atuação é mau sinal, significa que o stor se vai mesmo embora, significa que nós vamos acabar ou, mesmo que não acabemos, muitos vão sair! Não quero fazer esta surpresa porque, assim que a noite acabar, nós teremos a confirmação que foi mesmo a última atuação em que estivemos todos juntos!, teremos a certeza que ele nos vai deixar! Não quero que nada disto aconteça, não quero que isto acabe, não quero que o stor se vá embora, não quero perder quem, durante 7 anos, sempre se dedicou de corpo e alma a um projeto que cresceu! Um projeto que, neste momento é um orgulho para todos os que fazem parte dele! Um projeto que não faz sentido sem o seu professor, maestro, mas acima de tudo o Amigo!
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Sinto uma vontade imensa de sair daqui, largar tudo e ir em busca de um sonho, de algo que me faça lutar e acreditar que, apesar das dificuldades, consigo superar tudo e vencer! Quero conhecer uma nova realidade, ir para outro lugar, mesmo que tenha que deixar tudo para trás! Preciso de esquecer o passado e deixar que o presente me surpreenda, deixar que o futuro traga coisas lindas, novas experiências que me farão pensar como a vida é bela!
Talvez um dia venha a ter tudo isto, venha a amar como nunca amei, viver algo que nunca vivi, conhecer coisas que nunca conheci! Mas até lá é tentar sobreviver nesta vida, neste dia-a-dia...
Talvez um dia venha a ter tudo isto, venha a amar como nunca amei, viver algo que nunca vivi, conhecer coisas que nunca conheci! Mas até lá é tentar sobreviver nesta vida, neste dia-a-dia...
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Eu não sou como as outras.. eu, para acreditar numa pessoa, demora algum tempo e para me apaixonar demora um pouco mais.
E sou daquelas pessoas que não se deixa levar pelas primeiras palavras bonitas que os rapazes dizem...gosto de ouvir, claro, mas é difícil acreditar! Eu sou daquelas que gostam de ser surpreendidas; gosto que me façam sentir bem, que me abracem quando não estou à espera; que digam que me adoram!
Eu sou daquelas raparigas que, quando gosta de alguém tenta lutar, tenta conseguir algo! Mas quando não gosto, uii, quando não gosto não gosto mesmo e até a simples voz dessa pessoa me irrita!
Não sou uma rapariga fácil, sou complicada, bastante complicada até... consigo usar um sorriso na cara o dia todo, mas em casa expludo. Gosto de coisas à minha maneira; gosto que me façam rir, mas, acima de tudo, gosto que lutem por mim, que me façam sentir especial, que me mostrem que não sou apensas uma rapariga, mas sim A Rapariga!
É, não sou normal, ou talvez seja normal à minha maneira! Mas para quê ser? É necessário fazer a diferença!
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