sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Um 8 de pernas para o ar.

Quem me conhece ou já teve a oportunidade de ler alguns textos do blog, o 13 de Fevereiro não é um dia fácil. 
Há oito anos existia um homem simples, lutador, alguém que não virava as costas a um problema; um homem com o sorriso e o olhar mais sincero que tinha visto,com a pele mais macia e os braços mais fortes para me receber, as mãos calejadas do trabalho e as pernas ainda que cansadas, sempre prontas a mais um passeio. Um senhor doce e sensível, contudo nem sempre o demonstrava. Um ser único! O melhor avô!
Não escondo o quanto o dia treze me marca. Todos os anos consigo rever o que aconteceu como se de um filme se tratasse, desde a chamada à última lágrima derramada. E todos os anos, continua a custar tanto ou mais, tal como se tudo tivesse acontecido ontem. 
Existe uma ferida aberta. Uma ferida que não sei como curar, onde o silêncio atua como álcool num ferimento. Infelizmente, não consegui fazer nada para que as coisas tivessem acontecido como aconteceram e não tive tempo para um último beijo ou uma última palavra, a minha impotência face a tudo é visível. Só gostava de lhe dizer tudo o que ano após ano escrevo para tentar amenizar tudo o que sinto.
Sinto a sua falta, dos abraços e dos beijos, das histórias; do que aprendi e vivi, de cada palavra de compreensão e orgulho e de todos os longos telefonemas ao domingo de manhã. Sinto falta de tudo o que em oito anos se perdeu. Sinto falta do que existia antes desta mudança que virou a minha vida de pernas para o ar.

Obrigada por tudo, amo-te ♥

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