terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Pequena reflexão.

Surgiu-me refletir sobre isto: tudo muda. Os segundos transformam-se em minutos, horas, dias, semanas, meses, anos. Tudo isto gera mudanças na vida mas principalmente nas pessoas. Nem é preciso muito: vou recuar apenas um ano.

Há um ano eu tinha, em quantidade, muito mais do que tenho agora - amizades, orgulho,, tempo... Agora tudo isso ficou resumido, possivelmente a metade. Muitas das pessoas com quem falava diariamente deixaram de fazer parte da minha vida, outras desiludiram-me; outras deixaram simplesmente porque a distância e a vida faz com que se mudem os hábitos.
Contudo, melhor que a quantidade é a qualidade, poucos mas bons, como diz a minha avó... Bem, a verdade é que com todas as mudanças que aconteceram, aproximei-me pessoas que nunca pensei; conheci seres extra-ordinários;  percebi quem realmente eram os verdadeiros que estavam em todos os momentos, num jantar, ensaio, ida para casa, na alegria com enormes sorrisos e na tristeza para secar as lágrimas.
Mas, a verdade é que há marcas que ficam e as amizades que acabaram , tal como as desilusões com as pessoas fizeram-me ficar mais fria, confiar muito menos e, por vezes, mostrar algo que não sou. Levaram-me a ficar estranha com pessoas que conheço e a não transmitir o que realmente sinto; mudaram a minha maneira de agir face a situações, com medo de arriscar e de perder tudo o que possa existir. 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

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Gostava de ser melhor pessoa do que sou. 
Tenho tendência a magoar as pessoas que mais gosto e em quem mais confio. Não é por mal, é involuntário. Mas a verdade é que isso magoa e depois dói. Dói tanto que a dor se torna como facas a cortar a pele. Dói saber que não somos capazes de fazer alguém feliz. Dói saber que desiludimos aquela pessoa que apesar de tudo sempre esteve lá para nós e, quando ela precisou, não fomos capazes de a ajudar. Dói e continuará a doer saber que vamos magoar sempre alguém, não por mal, mas porque somos assim, mesmo que queiramos mudar.

sábado, 22 de novembro de 2014

Tudo muda, tudo se transforma.

O passado e todas as experiências por que passamos vão sempre influenciar aquilo que nós somos.
No outro dia um professor dizia "todas as experiências, boas ou más, marcam. Se eu vir uma pessoa a morrer à minha frente, exteriormente posso mostrar uma cara de assustado, mas a diferença vai ser interior, vai fazer mossa e irei lembrar-me sempre daquele momento".  Acho que isto se pode adaptar para as relações: temos uma relação (amizade, amor,...) com alguém, esperamos que tudo corra bem, vivemos com a intensidade que queremos aqueles momentos mas, quando tudo acaba, então aí uma parte de nós morre; deixamos de acreditar que realmente existem boas relações; inibimos qualquer sentimento para que ninguém nos consiga magoar. 
O ser humano é assim. E por vezes é o melhor a fazer.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Tudo acaba...mais rápido do que imaginamos

E se um dia olhares para trás e vires que perdeste centenas de oportunidades por medo de tentar, medo da opinião dos outros, medo do desconhecido? Imagina que amanhã não acordas... como te sentes ao saber que deixaste mil e uma aventuras por viver, enormes erros por cometer e biliões de pessoas por conhecer? 

Apesar de estar a escrever isto assim, a verdade é que eu também tenho medo de arriscar, de aproveitar uma oportunidade. Acho que todo o ser humano é assim... o pior é que nos esquecemos que o amanhã pode não existir, pelo menos para nós.  Vivemos eternamente com receio de nós e dos outros e não aproveitamos o que de bom existe na nossa vida. Passamos o tempo a trabalhar para ter dinheiro que não usufruímos dos dias de descanso, das férias em família, dos almoços e jantares com amigos.  Deixamos  de saber o que é o tempo pois o tempo deixa de existir face a todos os obstáculos que se metem no caminho da nossa felicidade.

Será que se soubéssemos que hoje é o nosso último dia faríamos e diríamos tudo o que em dias "normais" não temos coragem de por em prática?  

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Um dia os dias acabam...

Quantas vezes já te aconteceu pensares que tens tempo? Vou reformular: quantas vezes já pensaste que tinhas tempo para dizer algo e deixaste passar? Muitas vezes, imagino. 
Tu, tal como todo o ser humano acredita que não precisa de se expressar por palavras, que apenas os gestos importam. Foram, desde muito cedo, ensinados que o que verdadeiramente importa são as atitudes. É verdade, mas não só! É bom quando somos importantes para alguém e essa pessoa nos recebe com um abraço ou quando estamos menos bem e ela nos ajuda; mas também é necessário que, por vezes, ela nos diga que somos importantes, que nos diga tudo o que significamos para ela. Faz-nos sentir bem. Faz-nos sentir amados.  Acontece que, se nós gostamos que isto aconteça, os outros também gostam. Por isso, devemos, sempre que possível, mostrar o quanto gostamos da outra pessoa e dizer-lhe tudo o que nos vai na alma, mas acima de tudo no coração. 
Não nos devemos esquecer disto porque um dia todos vamos desaparecer, todos vamos deixar de existir. E depois, quando o tempo passar, vamos ser esquecidos por todos aqueles que fizeram parte da nossa vida. Apenas aqueles que nos amavam se vão lembrar. Quando esse dia chegar, espero que não te tenhas esquecido de dizer nada a ninguém, porque aí já vai ser tarde de mais

sábado, 7 de junho de 2014

Irmãos

"Só se percebe verdadeiramente a importância das coisas ou das pessoas quando as perdemos. Quando as consideramos tão garantidas como o ar que respiramos, nem pensamos no seu valor. Não fazemos contas, assim como um milionário não faz contas para ir à mercearia nem sabe as oscilações do preço da bica. Com os irmãos é assim que as coisas funcionam. E é por isso que funcionam tão bem.
Nós não sabemos quanto vale um irmão. Nem pensamos nisso. Pensamos todos os dias no valor incomensurável dos filhos e dos pais, sabemos o quanto vale cada amigo, mas não contabilizamos os irmãos. É diferente com eles. É diferente porque os irmãos são de graça. Eles caiem-nos ao colo sem planeamento, sem poder de escolha, sem pensarmos nisso. Também é diferente porque nós crescemos com eles e crescemos juntos em tudo. Começamos desde pequeninos a lutar, a brincar, a discutir, a partilhar a casa de banho, o quarto, as meias, os jogos, os pais e os outros irmãos. Eles crescem a meias connosco e por isso acabam por ficar mais ou menos nós.
E é por isso que os irmãos nos conhecem melhor que os nossos pais ou amigos. Conhecem-nos os tiques, as fraquezas, os gostos e as sensibilidades; sabem o que quer dizer cada expressão nossa, aquilo que nos faz chorar e os limites da nossa tolerância. Também sabem que podem ultrapassar todos esses limites porque nada acontece, porque não há divórcios de irmãos. Os irmãos não prometem amar-se na saúde e na doença até que a morte os separe. Não precisam: quer prometam quer não, quer queiram quer não, é mesmo assim que vão viver.
Em todas as outras relações é preciso tempo. É preciso guardar tempo e ter tempo para estreitar laços, criar cumplicidades, ganhar confiança ou aprofundar as relações. Mas os irmãos não precisam de tempo. Nós gostamos dos nossos irmãos o mesmo que sempre gostámos apesar do tempo. Nem mais nem menos um bocadinho que seja. Podemos passar anos sem nos falar que não é por isso que as cumplicidades, os laços, a confiança (muita ou pouca) se esvanece. Os irmãos são imunes ao tempo, à distância ou às zangas e isso torna-os à prova de tudo.
Com os irmãos, ao contrário do que acontece com todas as outras pessoas, também não precisamos de falar: basta estar. Se falarmos e rirmos uns com os outros, melhor, é uma espécie de bónus; se discutirmos, melhor ainda: quer dizer que podemos, quer dizer que somos tão irmãos que até podemos discutir violentamente e continuar a ser irmãos. Até ao fim." 


sábado, 31 de maio de 2014

Achava que tudo era diferente. Enganei-me.

Estou à uns dez minutos a olhar para o ecrã do computador a pensar numa forma de escrever o que sinto e estou a ter imensas dificuldades em explicar-me...
Quando entrei para a faculdade, achei que muitas das coisas que aconteciam na escola secundária, acabavam. Facto é que, por muito que as pessoas cresçam, que seja um mundo diferente, continuam a existir as grandes divergências. Custa-me a acreditar que, por simples trocas de ideias, diferentes pontos de vista, um grupo de amigos se divida, quase não fale fazendo com que exista um clima estranho. 
O que eu realmente gostava de saber é: Porquê? Porque é que tudo isto está a acontecer? Chego seriamente a pensar se a amizade era forte a ponto de algo construído em sete meses ter desmoronado face a pontos de vista diferentes apenas entre algumas pessoas. Acho que, na minha opinião, o pior não são as diferenças na opinião mas sim o veneno que se mete em publicações, o que, obviamente piora o ambiente. Será isto tudo necessário?
Muitas pessoas dizem, por vezes chegando mesmo a "criticar", que tenho um grande número de amigos rapazes, mas cada vez tenho mais orgulho nisso! Acho a amizade com rapazes mais sincera do que com raparigas, existem discussões e diferentes pontos de vista, como é óbvio, mas no geral, passado pouco tempo está tudo bem. E sem veneno. 

domingo, 4 de maio de 2014

Amor?!

Na minha vida muitas coisas têm acontecido e muitas delas fizeram com que eu deixasse de acreditar. Gostava de saber o que é o amor. Gostava que alguém me mostrasse o que é estar realmente apaixonado. Acho que já não consigo fazer isso ou até mesmo acreditar que ele existe.
Desde pequenos que vivemos na esperança que um dia encontremos "o tal", um príncipe encantado. Mas será que ele existe? Será que existe realmente alguém capaz de nos fazer sorrir, que daria tudo para nos fazer feliz? Alguém capaz de nos surpreender, pela positiva, dia após dia. Alguém que seria o nosso porto de abrigo; que nos ajudaria a superar cada momento mau, secando as nossas lágrimas ou simplesmente dando um abraço e se iria rir connosco em cada momento bom. Será que a nossa alma gémea também anda por aí perdida, à espera da outra metade?
Estou confusa. Acho que há muita coisa que já não vale a pena. Muitas desilusões e experiências do passado fazem-me agora ter medo de pensar que existe mesmo um "príncipe encantado", a "alma gémea". Quero que alguém me mostre, não com palavras, apenas atitudes, o que realmente é o amor.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Uma música e memórias carregadas de sentimentos a apoderarem-se de mim.
Ainda não percebi bem o porquê, mas tenho saudades. Dia após dia e tudo se vai distanciando mais. Mas eu sei, eu sei que em parte a culpa minha - apego-me demasiado às pessoas e, quando elas se vão, apenas eu fico.
Gostava que te lembrasses do pouco do que ambos passámos, pode ser apenas uma parte. Lembraste? Eu sim.  Será que isso vai voltar? Não sei.   Gostava que isso voltasse? Talvez. Mas já dissemos adeus uma vez, ia custar muito mais uma segunda. Mas sim, sinto falta das conversas, dos sorrisos e dos sonhos que ambos partilhámos.
Gostava que te lembrasses da razão por que começámos a falar e aquela que te fez ir embora. Achas que vale a pena?

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Na minha opinião, uma relação só termina quando as duas pessoas desistem. Até lá, ainda há esperança, muitas coisas se pode fazer e isso leva a que exista uma nova oportunidade de remediar tudo o que existe. Independentemente do problema, tudo o que se consegue melhorar é uma nova vitória. É algo que, no fim, vai valer a pena pois vai fazer com que não se volte a cometer o mesmo erro.
Todos os obstáculos à felicidade são etapas necessárias para se conseguir ser feliz. Se, depois de tudo isto, as pessoas ainda estiverem interessadas então significa que nada mais as poderá separar.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Ultimamente a minha vontade para escrever é zero. Não consigo exprimir tudo o que estou a sentir. Pensamentos negativos, destrutivos invadem a minha alma e não os consigo parar. Dia após dia as coisas mudam e eu não sei o que hei-de fazer. Dia após dia, vou acabando com um pedaço de mim e isso está a matar-me, tanto por dentro como por fora.  
Sinceramente não sei o que fazer para reagir. No fundo sei que a culpa é minha e, por isso talvez deva estar a sofrer desta maneira. No fundo sei que a qualquer momento isto vai acabar e aí não poderei fazer nada!
 

sábado, 29 de março de 2014

Um dia...

Um dia pode ser que tudo finalmente resulte. Por ser que consigamos esquecer todos os maus momentos e recomeçar de novo. Ambos já dissemos coisas que não queríamos, em parte, ambos estamos magoados, mas isso não invalida o que sentimos. E a verdade é que eu te amo e tu me amas. É impossível negar. Mesmo que neste momento digas que não é assim.
Talvez um dia consigamos fazer tudo aquilo que dissemos que faríamos e sejamos felizes. Acho que ainda não chegou esse dia, por isso vamos continuar assim...

domingo, 2 de março de 2014

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Há alturas em que o coração fala mais alto que a razão. Esta é uma delas. Muitas foram as pessoas que me avisaram que isto ia correr mal e, a verdade é que têm razão. Esta relação está a dar cabo de mim. Aos poucos, destrói-me por dentro como à muito ninguém destruía. Já não consigo aguentar isto, esta insegurança, este amor que, dia após dia, apesar de tudo, se torna mais forte e me faz querer lutar. Lutar por algo que eu acho que pode resultar.
Uma voz na minha cabeça incita-me a desistir, a perceber que este mundo que nos separa, esta distância, os objetivos que nos distanciam. Não posso continuar com isto, resta-me desistir, sabendo que fiz tudo o que estava ao meu alcance para conseguir que isto resultasse. 

sábado, 1 de março de 2014

Só de mim



"Ela é tudo o que eu queria e nunca soube que tive (...) espero que sejas tudo aquilo que nunca fui, espero que a trates bem, porque se lhe partires o coração, vais perde-la para sempre..."

É este o video que muitas pessoas deviam ver mas acima de tudo, ouvir. É esta a lição que muitos devem aprender - quando não valorizamos quem está ao nosso lado, mais tarde ou mais cedo acabamos por perder... O pior, é que só nos apercebemos que a pessoa devia estar ao nosso lado, que nós é que a devíamos fazer sorrir quando a vemos com alguém; quando a vemos feliz.
Quem não valoriza, não tem um momento de romantismo; um simples gesto mais sentido que pode fazer derreter um coração; quem não faz sorrir, quem não faz de uma pequena ocasião um grande momento, não mostra o que realmente sente, então um dia vai arrepender-se. E quando esse dia chegar, alguém vai estar a fazê-la sorrir e a mostrar-lhe que é especial. Quando esse dia chegar, vais ver que a perdeste para sempre.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Depois de tudo o que acabei de saber, apetece-me desligar tudo, telemóvel, computador, sair daqui e, durante uns dias não dar sinais de vida. Quero ver o que acontece quando realmente perceberem que não vou atender ou responder. Quero ver quem é que realmente vai sentir a minha falta.
Neste momento sinto-me tão pequena, quero que percebam que o meu sorriso não é verdadeiro, que cheguem ao pé de mim e que me abracem e, quando virem que vou largar, me abracem ainda mais e com mais força.  A qualquer momento vou cair e preciso que alguém me apare a queda ou que me ajude a levantar. 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Cancro

"Lamentamos informá-lo, mas tem cancro", já ouvi dizerem isto a pessoas da minha família 3 vezes: o meu avô, a minha tia, a minha mãe. Pensamos sempre que não nos vai acontecer, mas a verdade é que esse bicho mau vem ter connosco quando menos esperamos e ataca, de modo a que a pessoa em questão se vá abaixo imensas vezes, perca a força, perca a esperança; depois, com os tratamentos, perde o cabelo, volta a perder as forças e a sentir-se cansada. Quando finalmente consegue encontrar algo por que lutar na vida, começa a reagir e sente-se super bem. É aí, nesse momento que tudo piora, de um dia para o outro, perde as forças outra vez, perde a esperança de viver e, das duas uma, ou volta a encontrar algo onde se agarra e vence o cancro, ou é o cancro que vence.
Nestas três pessoas, apenas a minha mãe venceu esta batalha. Estive ao lado dela nos seus piores momentos, quando soube a noticia, quando foi operada; na altura da radio e quimioterapia, fui eu que lhe rapei o cabelo enquanto tentava não chorar. Fui eu que a ajudei a levantar sempre que se ia abaixo e quando começou a melhorar... Agora, já tem 3 anos desde que isto aconteceu. Venceu esta luta e é a minha heroína.

De qualquer maneira, estou a escrever isto porque hoje é um dia triste...nem todas as pessoas têm a sorte de vencer..foi o caso de uma grande amiga minha. Ela viu-me crescer, quando ela ia à horta, lá na santa terrinha, buscar morangos ou dióspiros, trazia sempre a mais a contar comigo; quando eu ia dar uma volta pelas hortas ao pé da casa dela, via-a sempre à janela. Ela era a mulher com força e garra. Tinha sempre um conselho e, apesar de todas as dificuldades, tinha sempre um sorriso no rosto, uma alegria fora do normal, uma palavra amiga. Era alguém que todos deviam conhecer! Alguém que eu esperava que vencesse.
Neste momento nem sei o que hei-de pensar, acho que ainda estou em estado de choque e ainda não consegui  raciocinar sobre isto. Acabaram de me contar e apenas perguntei se estavam a gozar comigo, é claro que a resposta foi negativa e, do nada, as lágrimas começaram a cair como à muito não caiam. Não lhe podia acontecer isto, não a ela! Há por aí tantas pessoas sem escrúpulos, tantos violadores, tantas pessoas que mereciam, porquê ela? Não sei, não sei mesmo. 
R.I.P Lurdes

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

13.02

Mais um ano que passou, mais um texto, mais uma dor que aparece dentro do meu coração. 
Por vezes sinto que estou a esquecer tudo... como se o tempo que passa faça com que esqueça os momentos que passámos juntos, os pequenos detalhes do teu rosto, o teu cheiro quando me abraçavas, a sensação de estar contigo. Sinto que, dia após dia, perco mais uma parte que te pertencia... Um dos meus maiores medos está a surgir - sinto que me estou a esquecer de ti. 
Podia ter feito muito mais do que fiz, eu sei. Podia ter-te ajudado quando mais precisavas e, não o fiz. Podia ter feito com que fosses ao médico mais cedo; podia ter falado contigo uma última vez e dito para não desistires, fazer-te ver o quão importante tu és na minha vida! Podia ter-te dito o quanto te amo, o quanto me custava ver-te sofrer. Podia ter-te dito mil e uma coisas e não o fiz. Achava que a nossa história não terminava por esses dias... enganei-me! E, como consequência, ficaste sem saber tudo o que sinto por ti. Se soubesses todas as noites que eu chorei agarrada à almofada para que ninguém me ouvisse de modo a que isso atenuasse a tua dor e a minha por te ver nesse estado e não poder fazer nada. Se soubesses o quanto ainda choro por ti, por tudo o que vivemos, por tudo o que não tive coragem de fazer ou dizer... 
Preciso de ti, não nos meus sonhos como apareces, onde consigo, de uma forma, reviver tudo e tentar mudar a maneira como tudo aconteceu,  mas fisicamente. Preciso de sentir o teu abraço apertado, o teu sorriso que me preenchia por completo; preciso de te ver, de receber os teus beijos, de fazer as longas caminhadas contigo. Preciso que me guies, aconselhes. Preciso de ti, aqui, comigo!
Agora é tarde de mais, mas primeiro lugar, e mais uma vez, desculpa. Por tudo aquilo que já te pedi em textos anteriores...pela falta de coragem, por não me ter despedido, por tudo aquilo que tu sabes. Desculpa. Em segundo, amo-te. Sim, amo-te e, apesar de nunca o ter dito, era, aliás, é o que sinto!
Já são 7 anos sem ti. E ainda dói, tanto ou mais.

Amo-te ontem, hoje, amanhã! Sempre ♥

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O conselho da "avó" Ermelinda

"Sara, nunca te esqueças que numa relação têm que ser os dois a querer! Se isto não acontecer, a relação está condenada ao fracasso!"

Foi isto que a  Dª/"avó" Ermelinda me disse no sábado à noite. Depois do jantar, fui ao café e estava a falar com ela sobre muitas das relações de hoje. As pessoas deixaram de ter aquele mistério, conhecem-se num dia, se for preciso, na semana a seguir estão a casar, não sabem o que podem contar da outra pessoa. Que tipo de relação é esta?
Não sei se ela me disse isto por alguma razão ou se simplesmente me estava a aconselhar, mas a verdade é que, neste momento, as suas palavras não me saem da cabeça, fazendo, minuto após minuto, muito mais sentido!  De que vale estar numa relação se apenas nós nos preocupamos em manter a chama acesa? De que vale ter esperança que algo mude, se volta sempre tudo ao mesmo? Não tenho resposta para estas perguntas, mas sei que não vale a pena sofrer por uma relação que não vai sair do sitio, onde apenas uma pessoa luta.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Tempo.

O tempo é algo engraçado... a toda a gente é dado o mesmo tempo, 24h por dia, 7 dias por semana. Mas então o que é isto do tempo? O que é ter tempo?

Ter tempo é ajudar nas tarefas domésticas;
Ter tempo é falar com o/a namorado/a à noite, depois da hora, por debaixo dos lençóis para não ser ouvido;
Ter tempo é brincar com os amigos na rua;
Ter tempo é estar a servir as mesas e largar tudo por uns momentos para abraçar um amigo que está mal e dizer "eu estou aqui, tudo vai correr bem!";
Ter tempo é não dormir porque se está a servir de ombro amigo;
Ter tempo é largar o que estamos a fazer para ajudar porque alguém está em apuros;
Ter tempo é deixar de estar em casa para ir ajudar os outros;
Ter tempo é ir passear com a família aquele sítio "do costume" porque é algo de família;
Ter tempo é abdicar de algo que gosto para poder estar com aquela pessoa que não está tão bem;
Ter tempo é ter a paciência de ouvir o outro até ao fim;
Ter tempo é amar;
Se o tempo é das coisas mais preciosas que temos pois ele não estica, cada vez que partilhamos o nosso tempo com o outro estamos a dizer "olha és importante, toma um bocadinho de mim, do meu amor". Sim é verdade nem sempre conseguimos articular as coisas, por melhor intenções que se tenha há obrigações (trabalho, estudos, tomar conta de filhos, etc...) e elas têm prioridade, mas nem sempre nem nunca (não há mal que sempre perdure, nem bem que nunca acabe), um dia haverá alguém a precisar de tempo, não de mais 30 minutos de vida, mas de 30 minutos a sentir-se amado e nesse momento há que escolher "Tenho tempo, ou não?"

Por muito que custe admitir, não é nos bons momentos, aqueles de pura diversão, que vemos quem são os nossos amigos verdadeiros. Os verdadeiros amigos são aqueles que, quando estás mal, deixam tudo e animam-te, que fazem as figuras mais parvas para te por um sorriso nos lábios, que estão contigo não só nos bons momentos, nas alegrias e vitórias, mas também nas tristezas e derrotas. São aqueles que te ligam para te contar algo; que fazem print screen de algo porque sabem que te interessa ou simplesmente acham que deves ver. Os verdadeiros amigos são aqueles que cumprimentam sempre com um insulto mas que tu sabes que gostam de ti. Verdadeiros amigos são aqueles que não precisam mais que um olhar, um gesto para saber que não estás no teu melhor. Verdadeiros amigos são aqueles que sabes que ficarão para sempre, com quem, possivelmente, vais fazer jantares em casa, ter as melhores aventuras.
Tenho muitos conhecidos, amigos, mas consigo contar aqueles que estão sempre lá, com quem eu posso contar seja a que horas for, tanto para o bem como para o mal...consigo distinguir aqueles por quem vale a pena lutar... consigo saber quais são os verdadeiros!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Hoje é um daqueles dias que gostava de meter-me num comboio, com uma mala às costas e ir. Ir sem destino, sem medo, sem pensar em mais nada. Queria sair e descobrir novos lugares, novas cidades, vilas ou até mesmo aldeias. Conhecer novas culturas, pessoas. Estabelecer novas relações. Tirar muitas fotografias! Provar cada prato gastronómico dos sítios por onde passava.
Talvez um dia faça isto tudo. Saia à descoberta algo, conheça inúmeras coisas novas e tenha uma nova experiência. Talvez um dia...