domingo, 8 de julho de 2012

O poder de uma música...

É estranho…Como é possível que uma música a tocar nos faça lembrar pessoas e momentos importantes para nós… Não sei se acontece com toda a gente, mas pelo menos comigo acontece: sempre que oiço uma determinada música vêm-me á cabeça 1001 coisas, imagens, pessoas ou simplesmente momentos que me tenham marcado!
Isto não é normal, quer dizer, nada disto devia acontecer…até porque por vezes as pessoas ou os momentos foram coisas do passado muito, mas mesmo muito importantes para mim (pelo menos para mim). Talvez algumas eu preferisse esquecer. Não apagar, pois houve coisas lindas e maravilhosas, coisas que fizeram de mim o que eu sou hoje. Queria apenas esquecer! Não me queria “transportar” para o passado, mas é sempre o que acontece… o pior mesmo não é a transportação, é o reviver da acção, as emoções, a dor, a tristeza, a alegria, é sentir as lágrimas a cair dos olhos e a escorregar pelo rosto…é querer ouvir a música e relembrar, mas ao mesmo tempo querer esquecer tudo porque só me fez sofrer!
Será que é assim tão normal? Preferia que o passado não me estivesse sempre a aparecer no presente, que não me voltasse a iludir, que não me fizesse voltar a cometer os mesmos erros…Mas parece que nada disto acontece: por tudo e por nada, o meu passado entra e sai quando quer, faz-me voltar a sonhar, a acreditar…a iludir-me! Ao mesmo tempo que volto a cometer os mesmos erros e tudo porque acredito que tudo poderá ser diferente, que alguma coisa tenha mudado…Oh! Mas eu já devia ter aprendido que, por muito tempo que passe, o meu passado continua a atormentar-me, mas pior que isso, continua igual, a iludir, magoar, a fazer acreditar que está diferente! Enquanto que nada mudou! E, para ser sincera, acho que tão cedo não vai mudar.
Apesar de tudo isto, o que é mais estranho é o “poder” que uma simples música exerce sobre mim! É como se estivesse a ver um filme, quem que eu sou a personagem principal, um filme sobre o meu passado e a maneira como ele interferir no meu presente, na minha vida.
Talvez nos dias de hoje eu pensasse melhor no que iria fazer, no que iria dizer, basicamente nos meus erros e fizesse tudo diferente! Oh!, mas o que é que eu estou para aqui a escrever…é obvio que não faria nada diferente! Houve momentos maus, claro! Pessoas que me desiludiram, que me fizeram acreditar em algo que não eram, relações que não funcionaram, amizades que se perderam, despedidas que não se fizeram, oportunidades que não se aproveitaram, etc. Mas também tive muitas coisas boas: amizades que eu espero que sejam eternas, alegrias, sorrisos, grandes descobertas, relações, que, apesar de terem acabado, foram especiais, tanta coisa… Por isso, por muito que eu dissesse que se voltasse atrás que faria tudo diferente, era mentira, provavelmente faria tudo igual! Caso contrário, não teria nem seria o que tenho/sou hoje!
Independentemente do que as músicas me façam sentir, neste momento eu sou feliz! O passado não vai mudar só porque eu gostava que alguma coisa fosse diferente ou que tivesse corrido de outra maneira, como tal, cabe-me a mim não fazer os mesmos erros no presente para amanhã (futuro) não me vir a arrepender! Vai haver sempre coisas que eu não gosto, que queria ter mudado… até posso hoje fazer uma coisa que acho que está certa ou que é a melhor opção e amanhã me vir a arrepender… mas são opções que eu tenho que fazer, riscos que tenho que correr!
Há que saber enfrentar o futuro e usufruir do presente, não deixando, nunca, que uma música ou o passado interferir na nossa vida, no nosso presente, no nosso futuro… na NOSSA FELICIDADE! Sim, porque o facto de estarmos felizes é meio caminho andado para fazermos as escolhas certas, nesse momento!
E eu agora estou para aqui a escrever um testamento (que deve estar um pouco repetitivo), ninguém vai ler, e, provavelmente, vai ficar esquecido num caderno, dentro de uma gaveta durante muito tempo…Talvez daqui a alguns dias, meses anos me lembre disto, que vá ler e que diga que estava tudo mal, que não devia ser nada assim, que me fartei de errar e blá blá blá… mas quando isso acontecer, não faz mal, pelo menos aprendi, ri, chorei, errei, mas acima de tudo, fui feliz!

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